o cheiro do amor
"A atração pode flutuar ao longo do ciclo menstrual. Homens consideram os odores das mulheres mais atraentes quando estão próximas à ovulação. Segundo nossos estudos na Universidade da Califórnia em Los Angeles, descobrimos que homens são mais carinhosos em relação a suas parceiras quando a ovulação vem. Já as preferências femininas por determinados odores masculinos mudam ao longo do ciclo. Próximas à ovulação, elas preferem características masculinas; noutras fases do ciclo, preferem menos sexualidade e mais estabilidade. Tudo isto sugere que o caminho para o amor pode ser aleatório, particularmente entre mulheres.
Sexo pode complicar a maneira como percebemos uma parceira em potencial. Após o sexo, o cérebro libera oxitocina, que resulta numa sensação agradável parecida com o amor e estimula a criação de elos sociais que facilitam a cooperação no cuidado com crianças. [...]
Naturalmente, sexo não é amor. Para os cientistas, sexo é um dilema: falando claramente, desejo sexual dá conta da reprodução, então qual poderia ser o propósito do amor, especialmente se ele nos faz crer que encontramos nossa alma-gêmea num mundo cheio de bilhões de alternativas? Que utilidade teria este sentimento para nossos ancestrais? Uma possibilidade é que o amor age como uma ordem de parada que interrompe a busca por uma parceira, mesmo que temporária, então nos comprometemos com uma pessoa para fazer o serviço de reprodução."
artigo do cientista americano Martie G. Haselton, publicado originalmente na revista New Scientist
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